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Cuidados com os cabelos e a pele na gravidez: o que é permitido e proibido

29 agosto 2012


Eles costumam sofrer com os hormônios da gestação. Conheça o que você pode — e deve — usar para ficar linda. E do que é melhor fugir
Cris Bierrenbach













Fio a fio
A gravidez tem um efeito imprevisível nos cabelos. Os oleosos podem ficar secos e quebradiços, e os secos ganharem oleosidade. Isso ocorre por conta da ação do hormônio progesterona que estimula as glândulas sebáceas, fazendo com que haja um aumento de oleosidade na raiz. Já os cabelos lisos podem se tornar mais ondulados e os crespos ficarem menos cacheados. Ocorrem também alterações no volume, no crescimento e até na queda dos fios. 

Mas calma, em geral, após o terceiro mês, e no máximo até o término da gravidez, suas madeixas devem voltar ao que eram antes. Prepare-se apenas para a queda de cabelos, que costuma acontecer logo após o parto e persiste por cerca de três meses. Apesar de essa queda ser natural, é aconselhável ingerir mais proteínas e vitaminas para amenizar a perda excessiva dos fios.
O que sim Para os cabelos que ficaram ressecados, invista em hidratação. Não há nenhuma restrição quanto a isso. E os que ficaram oleosos podem ser lavados diariamente, com xampus específicos para combater a oleosidade. Escove os cabelos com menos freqüência para não deixá-los ainda mais pesados e oleosos. E sempre que puder opte por produtos naturais.
O que não Como não existem testes científicos que comprovem que amônia — usada em muitas tinturas — não faz mal ao bebê, o ideal é evitar tratamentos que usem produtos químicos com essa substância. As tradicionais tinturas, à base de amônia, são realmente contra-indicadas. Mas também não é preciso passar a gravidez inteira com a raiz escura ou cheia de fios brancos e a auto-estima lá embaixo. Você pode usar tinturas sem amônia, xampus tonalizantes e hennas naturais. “Não fazem mal ao bebê”, assegura Denise Steiner, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo. Mesmo assim, o mais indicado, dizem os médicos, é começar a pintar os cabelos só após o primeiro trimestre da gravidez, época da formação do feto. Depois do terceiro mês, também é permitida a realização de reflexos, da metade dos fios para as pontas, só uma ou duas vezes durante a gestação. 

Agora atenção: permanentes e alisamentos devem esperar porque contêm amônia. “Após o parto, podem ser realizados. Já foi provado que essa substância não passa pelo leite”, garante Keiko Miyasaki Teruya, pediatra e co-diretora do Centro de Lactação de Santos.


Brilho no rosto
A pele do rosto também sente os efeitos da gravidez. Umas ressecam, outras ficam mais oleosas. Podem também aparecer acnes, manchas ou alergias — até a produtos que você usava antes de engravidar. O importante é ficar atenta às reações e usar truques de maquiagem para esconder a palidez, natural dos primeiros meses devido aos enjôos, e as olheiras por conta das noites maldormidas. 
O que sim 
A maquiagem está liberada. Ainda bem. Nada melhor que levantar a auto-estima com um belo rímel e gloss. Mas, além do básico, o ideal é investir no cuidado com a pele, limpando e hidratando. O uso de filtro solar é fundamental, mesmo em dias nublados. Atualmente, já existem boas bases com proteção solar 15. Se possível, opte por produtos antialérgicos. Mas, se preferir utilizar os de sempre, fique atenta caso haja qualquer reação. Se a pele se tornar acnéica, um dos caminhos é fazer limpeza de pele. E nesse caso é sempre aconselhável falar com seu obstetra e procurar uma dermatologista para analisar a sua pele e encaminhar para o melhor tratamento.
O que não 
Como nos cabelos, é sempre aconselhável evitar tratamentos mais agressivos na pele, com química forte que pode causar alergia. Sua pele também estará sensível e poderá manchar com mais facilidade, portanto evite peelings, lasers e técnicas mais invasivas, como o botox. E, sempre que ficar em dúvida sobre qualquer procedimento, ligue para o seu obstetra: ele saberá informá-la sobre o que não faz mal ao seu bebê.

Cada vez mais bonita na gravidez

28 agosto 2012



Instruções para aproveitar o viço que a gestação proporciona e se livrar de estrias, acnes, inchaços, 
manchas na pele e outras alterações indesejadas
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A gravidez é um momento propício para ficar mais bela. Isso porque os níveis de 
hormônio feminino estrógeno aumentam muito durante a gestação. 
Carla Bortoloto, dermatologista clínica e cirúrgica do Instituto de Pesquisa e 
Tratamento do Cabelo e da Pele, explica que o estrógeno deixa a pele mais viçosa, 
o cabelo mais grosso e as unhas mais saudáveis. 
Soa estranho associar o belo ao corpo das grávidas diante do ideal de beleza que 
exige medidas cada vez mais enxutas. Vale ressaltar, entretanto, que tudo tem seu tempo. 
A natureza feminina é cíclica. Com a gestação, você vai engordar, mas a amamentação 
contribui para seu emagrecimento.

Thais M. Medeiros Barrall, professora de ginástica para gestantes, 
acredita que viver o momento da gestação, sentindo a força dos hormônios femininos, 
melhora a autoestima. "O corpo todo se abre, durante 42 semanas, e a natureza precisa do 
mesmo tempo para fechar esse ciclo. É bom deixá-la agir antes de tomar decisões 
mais rápidas e práticas para recuperar a antiga aparência", aconselha. 
O estrógeno não traz só vantagens. Suas taxas nas alturas contribuem para a 
formação de estrias. "Elas ocorrem por diversos fatores e, fisiologicamente, 
90% das ocorrências estão relacionadas ao ciclo feminino e à ação hormonal", explica.

Para evitar o efeito indesejado, a palavra-chave é hidratação - água, 
hidrante e protetor solar, para prevenir manchas na pele.
 As gestantes são mais propensas ao problema devido ao aumento 
da produção de melanina, a substância responsável pela pigmentação 
da pele nesse período. Por isso, Carla recomenda FPS 30, no mínimo. 
Outro alerta importante: os cremes para grávidas não devem ter ureia na composição. 
A maioria dos hidratantes específicos já vem sem o ativo, mas não custa 
checar o rótulo.

A dupla "circulação e respiração" também dá uma mãozinha à boa aparência. 
Grávidas que se hidratam, ativam a circulação e respiram corretamente se 
sentem bem e, consequentemente, mais belas. Há ainda outros segredos 
de beleza, válidos para qualquer futura mamãe. Leia abaixo outras dicas 
para se tornar uma grávida ainda mais bonita.

Peso e inchaço: você já sabe sobre a importância de prevenir o peso excessivo, mas não custa repetir que alimentos ricos em açúcares, como doces e refrigerantes, são muito calóricos e pobres em vitaminas e minerais. Fast food e cafeína estão na lista de itens que devem ser evitados. A cafeína pode causar desidratação, insônia e irritabilidade.

Carnes cruas e malpassadas também devem ficar fora do cardápio e 
vale reduzir o consumo de sal. Não se esqueça das palavras-chave da beleza: hidratação, circulação e respiração. Não é por acaso que caminhada,
 alongamento, hidroginástica e natação são as atividades físicas mais
 recomendadas para as grávidas, já que trabalham, justamente, esses aspectos. 
Há ainda ioga e pilates. Na área estética, a drenagem linfática, realizada por fisioterapeuta, também contribui para reduzir o inchaço.

Thais emprega exercícios circulatórios para prevenir edemas. "
São atividades que funcionam como uma drenagem linfática, 
de dentro para fora, ativando a circulação e diminuindo o inchaço", 
explica. Beber água mineral e comer pouco, diversas vezes por dia, 
continua sendo a dica de todos os especialistas para um peso saudável
e menos inchaço.

Acne: a maioria das grávidas se afasta dos dermatologistas com receio 
de prejudicar o bebê, mas há tratamento de pele para casos da acne gravídica. 
O dermatologista Adilson Costa recomenda o peeling de cristal, uma técnica 
que causa uma microabrasão na pele, eliminando os cravos e evitando as 
acnes inflamatórias. A limpeza de pele, no entanto, pode evitar a necessidade 
do peeling de cristal e, segundo o dermatologista, deve ser feita a cada 60 dias. 
O uso de sabonete antiacne, sem ácido salicílico e enxofre, duas vezes ao dia, 
também é recomendado.

Cabelos: a natureza ajuda os cabelos durante a gestação. Nessa fase, 
eles nascem, crescem e morrem. Carla Bortoloto explica que, na gravidez, 
os cabelos tendem a ficar mais brilhantes e volumosos, justamente em função
 dos fios novos. "É a fase anágena, que deixa os fios dos cabelos mais cheios e íntegros", explica o dermatologista Adilson Costa. Depois da gravidez, ensina o dermatologista, ocorre a fase telógena, em que há a queda dos cabelos. 
A boa notícia é que o pós-parto não dura a vida inteira. Quem tinge o cabelo 
não precisa mais ficar com os fios brancos expostos durante a gestação. 
Carla explica que as tinturas que continham metais pesados não estão mais 
disponíveis no mercado. "Todas as tinturas estão liberadas pela Anvisa", 
informa a dermatologista. Já as escovas progressivas são proibidas.

Unhas: a gestação também favorece as unhas no início. 
Adilson Costa, no entanto, alerta para os casos em que elas se tornam 
frágeis devido à compressão dos vasos sanguíneos, o que diminui a irrigação
 na matriz. O resultado é a desnutrição. Duas recomendações importantes:
uso do complexo B e de meias elásticas. "As meias controlam o peso e 
evitam o processo de desnutrição", sugere Costa. Os esmaltes são liberados.

Corpo: a alimentação saudável é de praxe, mas a escolha da roupa certa 
e um segredinho de maquiagem podem fazer a diferença. 
Cores alegres, decotes império, lenços, chapéus e cintos valorizam 
o corpo da gestante. Vestido longo e calça legging são considerados 
curingas da gravidez. Outra dica é utilizar sombra ou blush marrom-claro, 
em toda extensão do maxilar, para afinar o rosto.

Dente: mesmo com a limpeza diária e o uso de enxugatório bucal e fio dental, 
é possível que a grávida tenha mau hálito. Uma das razões é o refluxo causado 
pela compressão do estômago pelo útero. O dentista Thiago Pereira, 
de São Paulo, explica que, além da higienização, é importante se alimentar 
com maior frequência, em pequenas porções, reduzindo o volume no estômago. 
O dentista avisa que o refluxo reduz o pH da boca e pode causar gengivite, o que também provoca a halitose.